jueves, 2 de julio de 2015

Crise venezuelana: dilema para o Brasil?

Por Víctor M. Mijares e Christopher Mendonça

Apesar do esforço dos países da América do Sul em se isolar da crise econômica e política que assola a Venezuela a situação está a cada dia mais próxima destes, testando as suas capacidades de lidar de forma uni ou multilateral com a gestão das crises no continente. A última vítima dessa situação foi o Brasil. A tentativa fracassada de um grupo de senadores de oposição liderados por Aécio Neves (Partido da Social Democracia Brasileira) de visitar o líder da oposição venezuelana Leopoldo López está empurrando cada vez mais a administração da presidente Dilma Rousseff a um dilema, digno de grande potência regional: intervir ou não na Venezuela?
Os países da região estão plenamente cientes do que acontece na Venezuela. A morte de Chávez tem forçado um processo contínuo de reacomodacão de forças dentro do chavismo. Maduro apresenta-se como um presidente muito menos autoconfiante do que o seu antecessor, o que o leva a bloquear possíveis e urgentes reformas econômicas e agir de forma progressivamente repressiva. Além disso, nos últimos dois anos o mercado de petróleo tem se mostrado bastante volátil, o que enfraquece diretamente a força econômica da Venezuela.
Os esforços constantes dos países sul-americanos, como o Brasil e a Venezuela para bloquear a OEA tem levado a organização à inoperância frente à esta crise. Ao mesmo tempo a Unasul se encontra paralisada graças aos problemas internos de seus membros e à desconfiança que a oposição venezuelana nutre em relação à parcialidade das decisões tomadas nesse âmbito, consideradas favoráveis ao governo de Maduro.
Do ponto de vista da história diplomática brasileira, não é usual que o Congresso Nacional seja um ator ativo em matérias de política exterior. De forma muito mais recorrente o Poder Executivo, por meio do Ministério de Relações Exteriores (Itamaraty) é o responsável pela condução e pelo tom das ações externas do país.  Nesse sentido, é dado ao Legislativo a capacidade de ratificação e de controle dos atos firmados pelo preponderante Executivo. No entanto, considerando-se o momento baixa popularidade da presidente Dilma, a oposição solicita a imediata convocação do Ministro de Relações Exteriores para dar explicações aos parlamentares acerca da postura brasileira frente ao regime venezuelano. Foi protocolado também no Senado Federal um projeto que desfilia a Venezuela do Mercosul.
A crise na Venezuela, nesse sentido, atinge diretamente o governo Rousseff. O regime conduzido por Maduro, baseado em uma retórica populista faz com que o governo brasileiro enfrente um dilema de cunho geopolítico:
o país deve agir como uma liderança regional, assumindo uma postura clara e corajosa frente a esta crise, seja de forma unilateral ou através das organizações regionais? Ou o Brasil deve simplesmente manter uma distância de segurança da Venezuela e se voltar para o seu momento de crise doméstica? Ambas as decisões são bastante problemáticas.
Assumir a gestão da crise na Venezuela poderia ser um ato de reconhecimento automático de uma situação irregular no país e que esta deve, portanto, ser resolvida internacionalmente. Poderia ser um primeiro passo para uma ruptura na parceria histórica e ideológica entre o Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil e o chavismo venezuelano. Por outro lado, manter-se afastado da crise poderia indicar uma desistência – ou incapacidade – do Brasil de se projetar como provedor da estabilidade regional.
A Venezuela é agora, mais do que antes, um assunto da política nacional brasileira. Caso a oposição brasileira consiga encontrar apoio de outros países e elementos que comprovem a cooperação entre o regime mais corrupto e repressivo da região – no caso, o regime chavista – a era do PT poderia chegar ao fim nas piores condições possíveis. Esse cenário pode ser ainda agravado, por exemplo, com o caso da Odebrecht. A empreiteira brasileira, ainda muito atuante na Venezuela pode ser uma pista que indique as fortes ligações entre o setor público e o privado em Caracas e as suas conexões com Brasília.
Uma nova comitiva de senadores foi enviada à Caracas mais recentemente. Formada por parlamentares da base do governo Dilma, esta tinha como objetivo central abafar as especulações de crise diplomática entre os dois países. Os senadores foram recebidos por representantes do governo venezuelano e se recusaram a encontrar com opositores de Maduro.
O transbordamento da crise venezuelana poderia também ter implicações para o resto da região. A centralidade do Brasil como poder central sul-americano faz com que a sua instabilidade doméstica interfira diretamente na dinâmica das instituições regionais como o Mercosul e a Unasul. Dado o fato de que estas organizações foram criadas para cumprir fins desenvolvimentistas, mas acima de tudo para garantir a autonomia política do  bloco, esta crise pode desfavorecer a tendência regionalista, dando lugar às aspirações de cada país, separadamente. Até agora é impossível prever o impacto real desta situação sobre as aspirações geopolíticas do Brasil, mas acredita-se que esta seja potencialmente prejudicial ao governo de Dilma Rousseff.
Publicado en Boletim Mundorama

jueves, 9 de abril de 2015

domingo, 22 de marzo de 2015

El Triunfo del Constructivismo

No, el título no sugiere ninguna conversión personal. Para bien y para mal, sigo siendo un redomado realista. Y para ser consecuente con el sentido subyacente del realismo, debo admitir que, en efecto, el constructivismo ha triunfado. El reporte del estudio de opinión llevado adelante por el Institute for the Theory & Practice of International Relations lo confirma: el constructivismo se ha impuesto sobre la tradición realista, y Alaxander Wendt superó a Robert Keohane como primera referencia, mientras que Kenneth Waltz quedó relegado a la tercera posición. ¿Cómo explicar ésto? El constructivismo, junto con el resto de las llamadas teorías críticas y reflectivistas, avanza con pie seguro en un ambiente que le es idóneo: la academia.

La reflexión y el debate son actividades individuales y colectivas altamente apreciadas en la vida académica. Como lo son el análisis y la decisión en el mundo de la política. Max Weber dejó clara la diferencia entre el político y el científico, exponiéndolo como un asunto vocacional. Henry Kissinger lo puso en un plano más cercano al campo de las relaciones internacionales, el de la decisión, al oponer la relativa libertad del académico frente al peso de la responsabilidad sobre los hombros del estadista. Los errores del primero afectan su reputación, mientras que los del segundo, la vida de millones. La academia, en su sentido más ortodoxo, es un ambiente aislado y controlado. En nombre de la libertad de cátedra y pensamiento – condición indispensable para el avance del conocimiento – se han creado oportunidades para una academia abstracta.

Estados mayores, gabinetes ejecutivos o juntas directivas deben lidiar con la implacable realidad, generalmente a contra reloj. Sus miembros decisores están sometidos a la necesidad de resultados. Interminables debates sobre las identidades culturales o sobre la construcción intersubjetiva de la realidad, no tienen cabida en ambientes políticos, militares o empresariales, mucho menos en momentos críticos. Que los realistas estén cada vez más tentados a trabajar en espacios más acordes a sus enfoques y métodos es un fenómeno que se refuerza ante la crisis de plazas y salarios de la universidad en el mundo. Mientras tanto, las complejas e interesantes especulaciones reflectivistas seguirán ganando espacio académico, y los centros de decisión seguirán quejándose de la progresiva falta de habilidades prácticas de los egresados.

jueves, 12 de marzo de 2015

USA vs Russia?

The 2015 US National Security Strategy mentions Russia 15 times (the second most mentioned country is China, with 12). Here is the ordered list with the terms associated to every mention (number 15 sounds a little odd after read the other fourteen):

1. aggression by Russia
2. sanctions on Russia
3. Russian aggression
4. Russia’s aggression
5. dependence on Russian natural gas
6. Russia to use energy for political ends
7. Russia’s violation of Ukraine’s sovereignty and territorial integrity
8. European dependence on Russian energy supplies
9. Russian aggression
10. Russia’s aggression
11. Russian aggression
12. impose significant costs on Russia through sanctions
13. deter Russian aggression
14. resist Russian coercion
15. we will keep the door open to greater collaboration with Russia

Full document here.

martes, 15 de abril de 2014

Ucrania: ¿libre, belicosa y autoritaria?

A Ukrainian soldier stands guard at a checkpoint near a town that is adjacent to Crimea (Reuters)
©Reuters

¿Qué nos puede decir la ciencia política sobre la actual coyuntura ruso-ucraniana? ¿Tenemos herramientas para predecir o al menos delinear un escenario probable en ese caso? Partamos de tres supuestos en la actual relación de tensión entre Rusia y Ucrania:

1. El gobierno de Vladimir Putin, por razones de prestigio y poder, considera necesario para Rusia construir un bloque autónomo a partir del proyecto de la Comunidad Económica Euroasiática. Éste es un imperativo geoestratégico.

2. Al gobierno interino de Ucrania, y a sus candidatos como mayores oportunidades de triunfo, les resulta inadmisible entrar en la esfera influencia que Rusia pretende restaurar. No parece haber para esa élite un punto de acuerdo que permita negociar con Moscú.

3. La Otan parece estar dispuesta a llevar a cabo maniobras disuasivas frente a Rusia, pero no a embarcarse en un conflicto que implique enfrentamiento directo, deterioro de las relaciones económicas y energéticas con la UE, ni escalada militar con los EE.UU.

Dando por ciertos los supuestos, podríamos afirmar que es probable una guerra entre Ucrania y Rusia, lo que incluiría un guerra civil en la primera. Y convencidos de su evidente inferioridad, el actual gobierno interino, y el que salga de las próximas elecciones, tenderán a ser que cada vez más autoritarios en política doméstica, y agresivos en política exterior. 

Estas conclusiones se desprenden de tres tesis que nos aventuramos a hacer trabajar de forma combinada. La primera idea la tomamos de Stephen Van Evera y su libro Causes of War. Power and the Roots of Conflict, de 1999. Van Evera incluye entre sus hipótesis el optimismo sobre una rápida conquista—que podría contagiar a Rusia—y las falsas esperanzas creadas por fluctuaciones en el poder de los beligerantes, la ventaja de la ofensiva y la necesidad de sacar ventaja con un primer ataque—que podrían contagiar a ambas.

La segunda obra es la de Edward D. Mansfield y Jack Snyder, Electing to Fight: Why Emerging Democracies Go to War, publicada en 2005. La tesis central encaja con la debilidad de la institucional democrática ucraniana y la urgencia de preservar la integridad de la república. Las elección presidencial del 25 de mayo podría estar cargada de discursos de mayor confrontación, pudiendo ser favorecido aquel que represente la opción más abiertamente hostil a Rusia.

La última hipótesis que deseo presentarles es la de Randall L. Schweller en su libro Unanswered Threats: Political Constraints on the Balance of Power, de 2006. En sintonía con la corriente de pensamiento del realismo neoclásico, el autor presta atención a la capacidad de movilización de recursos por parte de las élites que dirigen al Estado. En nombre de una simbólica restauración democrática a partir de la elección, y con el objeto de salvaguardar a la república, el interinato, pero sobre todo el próximo gobierno ucraniano, se podría inclinar a prácticas cada vez más autoritarias con el fin de desarticular a la rebelde oposición pro-rusa, y al mismo tiempo movilizar todos los recursos materiales y humanos posibles para contener el avance de la gran potencia rusa.   

Otras hipótesis podrían incluirse a las tres presentadas. Algunas serían capaces sustituir a una o dos de ellas, y otras incluso podrían dibujar otro escenario probable. Sin embargo, tomando en cuenta los intereses expuestos y los actores en juego, me resulta posible prever una conducta cercana a lo aquí escrito.    

lunes, 14 de abril de 2014

"La prioridad de Maduro es apuntalar su liderazgo en el PSUV"

Nicolás Maduro cumple un año en la presidencia de Venezuela asediado por la crisis en diversos frentes y obligado a dialogar con sus opositores. Pero su prioridad no es otra que consolidarse como jerarca del chavismo. 
 
Al analizar el desempeño de Nicolás Maduro como presidente de Venezuela, llama la atención lo poco que se diferencian los balances de su primer mes, de sus primeros cien días y de su primer año como timonel del Gobierno. Desde que la máxima autoridad electoral lo declaró ganador en los comicios del 14 de abril de 2013, el político de 51 años parece haber invertido más tiempo en subyugar a sus adversarios y consolidar su liderazgo en el estamento chavista que en darle respuesta a los problemas concretos que afligen a la población.
“En lugar de hacer propuestas que pongan a la vista su don de mando, Maduro concentra su energía en pelearse con la oposición, echando mano a un discurso que parece radicalizarse”, comentaba Ana Soliz Saldivar, del Instituto Alemán de Estudios Globales y Regionales (GIGA) de Hamburgo, cuando el delfín de Hugo Chávez tenía apenas cuatro semanas en el poder. Claudia Zilla, de la Fundación Ciencia y Política (SWP) de Berlín, criticaba a Maduro por esos mismos días, alegando que no percibía “sistema detrás de su actuación”.

Reacomodo de fuerzas
Víctor M. Mijares, académico visitante en el Instituto Alemán de Estudios Globales y Regionales (GIGA) de Hamburgo.

Para Víctor M. Mijares, académico visitante en el GIGA, las limitaciones de la gestión de Maduro eran previsibles debido al reacomodo de fuerzas en el seno del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) tras la muerte de Hugo Chávez, el líder carismático que monopolizó el discurso gubernamental y los poderes estatales entre 1999 y 2013. “El Gobierno pasó de ser un régimen personalista a ser una administración en donde las decisiones se toman de una manera más consensuada”, explica el politólogo venezolano en entrevista con DW.
“El hecho de que la prioridad de Maduro sea apuntalar su liderazgo en el PSUV, redistribuyendo cuotas de poder entre los otros jerarcas del partido, ha mermado notablemente su capacidad de gestión pública, impidiendo que tome decisiones racionales y oportunas. Eso se manifiesta no solamente en políticas económicas zigzagueantes, sino también en la ausencia de una política exterior consistente. Durante este año, la voz de Venezuela se ha escuchado muy poco en los foros internacionales”, sigue Mijares.

Diálogo conveniente
El oficialismo y la oposición dialogaron el jueves (10.4.2014) con el Vaticano y los cancilleres de Unasur como observadores.

Sin embargo, acota el analista del GIGA, algunas cosas han cambiado: Maduro cumple su primer año como presidente con la necesidad de legitimar a por lo menos una parte de la oposición, entablando un diálogo con ella. “Mediante ese diálogo, Maduro aspira a dividir a sus adversarios, distinguiendo a la ‘oposición leal’ –que comulga con los objetivos teóricamente democráticos de la ‘revolución bolivariana’– de la ‘oposición golpista’, que, a sus ojos, justifica el uso de cierto grado de represión por parte de las autoridades”, sostiene Mijares.
“Como maniobra política, el diálogo también le permite a Maduro fragmentar el voto opositor de cara a futuras elecciones y presentar al actual sistema político venezolano como uno de talante democrático para mejorar la percepción exterior de su Gobierno, que viene deteriorándose desde febrero debido a la brutal represión de las manifestaciones de protesta. Además, este diálogo también sirve como válvula de escape para que la sociedad civil se desahogue y para que se disipe la tensión que atiza las protestas en cuestión”, agrega el politólogo.

Decisiones postergadas
Mijares: “El diálogo sirve como válvula de escape para disipar la tensión que atiza las protestas en Venezuela”.

“No obstante, insisto, Maduro aspira a pacificar al país para poder concentrarse en lo que realmente le interesa: restablecer los equilibrios de poder dentro del chavismo, recuperar el balance que existía en su estructura cuando Hugo Chávez llevaba las riendas del partido oficialista”, señala Mijares. Pero, ¿hasta qué punto puede Maduro darse el lujo de postergar indefinidamente la aplicación de medidas para solucionar problemas como el desabastecimiento, los desequilibrios económicos, el deterioro infraestructural y la violencia criminal?
“Está claro que eso no favorece a Maduro. Y, aún así, es eso lo que va a hacer: posponer la gestión pública para un momento en que su autoridad dentro del PSUV esté asegurada. La inflación, la criminalidad, la limitación del acceso a las divisas no sólo han golpeado a la clase media, sino también a sectores que históricamente han apoyado al chavismo de manera consecuente. Pero Maduro no quiere hacer nada al respecto porque las condiciones políticas no están dadas para que tome las decisiones impopulares necesarias”, argumenta el académico del GIGA.

Medidas impopulares
Mijares: “La deplorable situación de PDVSA ha llevado a Venezuela a endeudarse con China”.

“Como muestra, un botón: la disciplina fiscal es una de las decisiones más difíciles que tendría que tomar Maduro; pero ella está, por definición, en el polo opuesto de las ideas que defiende el chavismo desde el principio. Petróleos de Venezuela (PDVSA), que ha sido la única fuente de financiamiento de la ‘revolución bolivariana’, está en una situación financiera deplorable que ha llevado al Gobierno venezolano a endeudarse con China. Y el déficit fiscal que estas deudas generan puede llegar a ser inmanejable”, cuenta Mijares.
“La actual situación podría desembocar en un ajuste macroeconómico innecesariamente tardío. Maduro no quiere tomar esa iniciativa hasta que no esté completamente seguro de su base de poder. Es por eso que Maduro posterga la toma de decisiones en materia de gestión pública. Él sabe que las medidas que deberá implementar tendrán un altísimo costo político y sólo se atreverá a aplicarlas cuando tenga el control efectivo y la estabilidad suficiente dentro de las estructuras de poder del chavismo; aun cuando no hay garantías de que Maduro alcance esa etapa durante su mandato”, asegura el especialista.

¿Un desafío demasiado grande?

Cabe preguntarse si Maduro, líder del ala civil del PSUV, tiene probabilidades reales de llegar a gobernar sin que las otras facciones del partido de Gobierno conspiren en su contra. Peter Birle, politólogo del Instituto Iberoamericano (IAI) de Berlín, no lo cree. “Yo no lo veo capaz de crecer en su rol como mandatario y mucho menos de llenar el vacío que dejó Chávez. Maduro copia muy mal a Chávez, ha sido incapaz de transitar su propio camino y muestra poco potencial para encontrar salidas a la crisis en que se halla Venezuela”, dice Birle.
“El pensamiento de Maduro está atascado en un esquema de blanco y negro, sin matices, y sus respuestas siempre apuntan hacia el aumento de la represión. Eso ha contribuido a que la polarización política en Venezuela sea más pronunciada de lo que lo era hace un año”, cierra el experto del IAI.

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